Reconhecido por sua importância assistencial na saúde pública brasileira, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas também se destaca por sua vocação para o ensino e a pesquisa. Ao longo de sua história formou e capacitou um sem número de profissionais (ex-internos, residentes, estagiários e pós-graduandos) que hoje atuam em todo o Brasil e no exterior, embasados sempre pelos mesmos ideais e valores que aqui persistem desde o início: a ética, a excelência, o humanismo, o pioneirismo e a sustentabilidade.
Emílio Marcondes Ribas, nasceu no Vale do Paraíba, em pleno apogeu da riqueza cafeeira, em meio aos mais importantes “barões” do café paulista.
Nasceu em Pindamonhangaba aos 11 de abril de 1862, na fazenda de seu avô materno, Manuel Ribeiro do Amaral (conhecido por Manduca Machado), filho de Cândido Marcondes Ribas e Andradina M. Machado Ribas.
Fez os estudos primários e secundários em sua cidade natal, em escola pública, sentindo vocação para a medicina foi estudar na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, graduando-se em 1887, com a tese Morte Aparente de Recém-Nascidos.
Esse trabalho discutia o tema com profundidade, ressaltando aspectos referentes ao feto e ao recém-nascido, assim como a importância do cordão umbilical, salientando que as famosas circulares do cordão levavam à constrição de vasos do pescoço do feto, acarretando prejuízo à irrigação sanguínea cerebral, podendo resultar na morte fetal.
Depois de formado, no início da carreira, Emílio Ribas - em 1889, veio a se casar com a jovem Maria Carolina Bulcão que veio a acrescentar Ribas ao seu nome, filha do Dr. José Fortunato da S. Bulcão e de d. Maria José de A. Vianna Bulcão, passando a residir em Santa Rita do Passa Quatro, onde efetivamente passou a clinicar e em seguida vai para Tatuí.
Do seu casamento nasceram os seguintes filhos: Paulo Bulcão Ribas (médico), Marietta Bulcão Ribas, Ruth Bulcão Ribas, Felix Bulcão Ribas e José Bulcão Ribas.
Em 1893, empresta serviços profissionais às forças expedicionárias destacadas no Sul do Estado, por ocasião da Revolta Armada e, em 1895, é nomeado inspetor sanitário, por decreto do dia 1º de setembro, em comissão; serve na capital e combate epidemias pela primeira vez, principalmente de febre amarela, nas cidades de Araraquara, Jaú, Rio Claro, Pirassununga e São Caetano.
Foi nomeado inspetor sanitário em 11 de setembro de 1895. Iniciou sua carreira como auxiliar do dr. Diogo Teixeira de Faria, no Desinfetório Central, em 1896, teve oportunidade de combater várias epidemias, não só na capital, mas também no interior, principalmente de febre amarela, exterminando com êxito o mosquito transmissor da doença, – hoje, conhecido por Aedes aegypt – nas cidades paulistas de São Caetano, Jaú, Pilar, Rio Claro, Araraquara, Pirassununga e Campinas.
Febre Amarela: é uma doença viral aguda causada pelo vírus da febre amarela. Na maior parte dos casos, os sintomas incluem febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, dores de cabeça e dores musculares, principalmente nas costas. Os sintomas geralmente melhoram ao fim de cinco dias. Em algumas pessoas, no prazo de um dia após os sintomas melhorarem, a febre regressa, aparecem dores abdominais e as lesões no fígado causam icterícia. Quando isto ocorre, aumenta o risco de insuficiência renal.
Aedes Aegypt: é a nomenclatura taxonômica para o mosquito que é popularmente conhecido como mosquito-da-dengue ou pernilongo-rajado, uma espécie de mosquito da família Culicidae proveniente da África, atualmente distribuído por quase todo o mundo, especialmente em regiões tropicais e subtropicais, sendo dependente da concentração humana no local para se estabelecer. Acredita-se que 35% da população mundial viva em áreas propícias e endêmicas para a proliferação do mosquito.
Já no dia 18 de setembro de 1896, juntamente com outros colegas, é efetivado no cargo de inspetor sanitário; é designado para a Comissão Sanitária encarregada de combater a febre amarela na cidade de Campinas, e um ano depois, essa campanha começa a surtir os primeiros efeitos, onde permaneceu até 15 de abril de 1898, data em que foi nomeado diretor-geral do serviço sanitário, exerceu o cargo por quase vinte anos consecutivos, tendo-se aposentado em 1917.
Acontece que, em 1899, mal assumindo as novas funções, surge uma epidemia de peste bubônica em Santos.
Começa a cogitar da implantação de um Instituto Soroterápico em São Paulo; a título precário, começa a funcionar o Instituto Butantã, sua criação, na fazenda do mesmo nome.
Em 1900, pede demissão do cargo - a febre amarela em Santos já estava saneada, porém, o presidente Fernando Prestes não concede; tem em mãos a nota preliminar da comissão norte-americana sobre as experiências realizadas em Havana, a respeito da profilaxia da febre amarela.
Em 1901, no dia 14 de janeiro, publica a primeira monografia sobre a profilaxia da febre amarela no Brasil, de acordo com a nova doutrina.
Emílio Ribas já tinha enfrentado a febre amarela na região de Campinas no final do século XIX, contando com o apoio do cientista, Adolfo Lutz, então diretor do Instituto Bacteriológico. Osvaldo Cruz, Vital Brasil e Carlos Chagas.
Artigo em Construção!!!